O Segredo Para um Casamento Feliz

As pessoas vivem buscando receita pra tudo, para fazer tal bolo que viu na tv, para emagrecer, para ser feliz...tem quem busque receita para ter um casamento feliz, compra livros, vai a seminários, a igrejas. A verdade é que não tem segredo, não tem receita.
Casamento não é fácil, são duas pessoas diferentes, criadas de formas diferentes, por pessoas diferente, com sonhos e vontades próprias. O problema maior é que quando duas pessoas estão juntas há aquele pensamento que tudo tem que estar em comum, a casa, o gosto musical, a conta corrente, o facebook e até os sonhos para o futuro. Calma, não estou aqui pra dizer que pro casamento dar certo temos que viver separados, pra isso basta ficar solteiro ou solteira, mas é preciso o mínimo de individualidade.
Eu não deixei de ser Cecília quando me casei com Daniel, apesar de que em muitos momentos tenho que deixar minhas escolhas de lado por causa da casa, do marido e dos filhos, mas não porque sou obrigada, mas porque, naquele momento essa éa melhor escolha. O que não dá é pra deixar de ser quem você é, de correr atrás de suas verdades. São tantas coisas que podem fazer um casamento fracassar, a falta de grana é uma das piores, especialmente quando um só dos dois batalha, seja ele ou ela. Vejo exemplos de mulheres que se matam de trabalhar pra sustentar marido vagabundo e caso de homens que cada vez se escravizam mais no emprego pra dar "uma vida de luxo" à família, ambos estão errados, se apagando pelos outros. O casamento é um caminho que, se você quer percorrer todo, o caminho mais longo vai ter que saber a hora de abrir mão e de ser firme, de segurar as rédeas.
Meus pais são casados há mais de 40 anos e até hoje um não mexe sem autorização, na carteira do outro, por exemplo, isso é respeito. Ser feliz no casamento não é nunca brigar, às vezes o casal não briga porque também nunca conversa. Ser feliz no casamento é, primeiramente ser feliz sozinho porquê quando ambos são felizes individualmente, realizando sonhos, projetos, fica bem mais fácil de ser felizes juntos, realizando sonhos em comum. Eu sigo tentando, há quase 7 anos. Não tem segredo, nem receita, tem o dia a dia e as noites entre eles pra você construir uma relaçao de afeto, de respeito e de amor, cada um descobrindo onde apertar e onde afrouxar, mas nunca acorrentando o outro, a outra a você, afinal a pessoa tem que ficar porquê quer.
Sejamos felizes e aí faremos a outra pessoa feliz também.

De como voltei a estudar aos 40.

Voltei a estudar! Aos 40 anos de idade, professora, concursada, dois filhos, marido e cachorra, resolvi voltar a estudar. E não foi pós, não subi os famosos "degraus da academia", voltei pra uma escada diferente, lá do primeiro degrauzinho, estou cursando uma nova graduação, Turismo. Quando resolvi fazer o ENEM pela primeira vez não tinha grandes pretensões, afinal tinha terminado o ensino médio há séculos e mesmo assim, como fiz magistério quase não estudei química, física e biologia, mas como sou metida me inscrevi. Nos dias da prova, apesar de ver algumas pessoas mais velhas, me senti um peixe fora do aquário, uma velha atrapalhando o caminho dos mais novos, mas fiz as provas com toda paciência, usando todas as técnicas que passo para meus alunos e alunas. Deu certo. Fiz 642 pontos e escolhi o curso de Turismo. No final do curso de Educação Física estagiei por dois anos no hotel do Sesc e, até então, fora viajar, esse era meu único contato com esta área , mas escolhi este curso e comecei a pesquisar. Deu tempo de fazer muita pesquisa porque apesar de passar para o primeiro semestre, o calendário da Universidade Federal da Paraíba estava atrasado e as aulas só começaram em julho. Primeiro dia de aula, eu de caderno na mão, coração na boca, mas carão de quem quer e vai atrás. Me sentei na última cadeira, bem quietinha e fiquei repetindo interiormente: Cecília, fica quieta, se comporta e não abre a boca. A primeira dificuldade surgiu, percebi que aos 40 anos não dá pra se sentar na última cadeira, não conseguia enxergar nada que a professora escrevia, rsrsrs. Eis que de repente, primeira surpresa, a colega que estava sentada ao lado olha pra mim e pergunta: "Você não foi professora do Virgínius?Cecília, né? Você foi minha professora." Pronto, foi o que faltava pra eu me soltar, comecei a rir. Primeiro intervalo já comecei a fazer amizade, e ao saberem do fato anterior todos começaram a me chamar de tia, tia Ceci, pronto, estava batizada no curso, a tiazinha da UFPB. Meu maior medo de voltar a estudar era o de não ter paciência, de me sentir desmotivada, mas me surpreendi. A maturidade me trouxe várias coisas e uma delas a capacidade de focar, de ter objetivos e saber como criar estratégias para alcançá-los. Já faz um mês que as aulas começaram, não faltei nenhuma noite, apesar das dificuldades enormes pois tenho que deixar as crianças com meus pais, voltar pra casa de ônibus bem tarde, são muuuuitos textos para ler, fora o trabalho na escola e o trabalho em casa. Já ouvi palavras que me deixaram pra baixo, mas rapidinho mudei meu foco para meus objetivos e segui em frente. Não sei o que o futuro me reserva, não sei se vou terminar o curso, nem se vou passar nas disciplinas com boas notas porque estou reaprendendo a aprender (confuso isso né, mas é assim mesmo, estou descobrindo como, aos 40 anos consigo compreender, consigo aprender e isso tem sido massa), mas o que sei é que esse novo recomeço tem me deixado muito feliz porque, finalmente consigo ter algo que é meu, só meu, não é dos meus filhos, dos meus pais, do meu marido, dos meus colegas, É MEU! aos meus colegas de turma, só posso dizer que a história de vida de cada uma, de cada um, o deixar tudo, mudar de cidade para estudar, sair todo dia de outra cidade, outro Estado de ônibus para assistir aula, sair de seu mundo, e seu quadrado e enfrentar um curso diferente, superar depressão, angústias, a idade, para estudar, é meu incentivo diário, minha força para continuar. Vamos juntos e juntas conseguir.

O dia em que me calei pra cuidar de mim.

Tem dias que não é fácil e hoje foi um deles. Não sei se é TPM, cansaço dos dias com a filha no hospital, a loucura de trabalhos na universi...