Cabelo, cabeleira, cabeluda, descabelada.

Ontem minha filha resolveu cortar os cabelos, propus um chanel e mostrei fotos, ela disse que queria mais curtinho. Fomos ao salão e assim foi feito. Ela ficou linda, mais linda ainda. Porque resolvi esrever sobre isso? Gente, é só cabelo, cresce. Eu sou testemunha disso, basta ver como mudei de corte, tamanho e cor de cabelos nestes 40 anos de vida. Algumas pessoas quando viram minha filha de cabelos curtos deram chilique. "Como vc faz isso com a bichinha, o cabelo dela é bom!!!" Ah tá, quer dizer que se o cabelo fosse "ruim" tinha que ser curto (ou alisado), mas como é "bom" tem que ser grande?!!! Que eu saiba cabelo não mata, não rouba, como pode ser qualificado como bom ou ruim, pra começo de conversa! Depois, ao meu ver os cabelos são uma parte do todo que nós somos, através deles mostramos um pouco do que sentimos, do queremos, o que desejamos ser. Minha mãe tem cabelos curtos, eu, na minha infância sempre tive cabelos curtos, agora tenho novamente e acho maravilhoso minha filha, por escolha dela querer se parecer conosco, acho que isso tem algum significado positivo, não acham? Então, antes de me criticar, entendam, minha filha, aos quase 5, tem direito a escolher. Ela vai ser o que quiser ser, vai usar o cabelo que quiser, e ser feliz como sentir que deve ser, porque pra mim o que importa e vê-la feliz. Guardem seus esteriótipos, seus padrões de beleza antigos no fundo de suas gavetas e nos deixem com nossas vidas felizes.

Pra Ficar Oddara

Sou da década anterior ao computador, a internet, as redes sociais. Quando criança o máximo de tecnologia que tínhamos era a tv convencional e o videogame, mas isso era luxo. Apesar disso não tive uma infância na rua, subindo em árvores, aprontando todas, dos 2 aos 10 anos morei em um apartamento de 3 andares e só descia para brincar com a supervisão de algum adulto. Aos 10 anos me mudei de cidade e de Estado, apesar do sofrimento inicial, hoje agradeço por estar aqui em João Pessoa, não me vejo em outro lugar. Porque comecei falando sobre as tecnologias? É que hoje sou apaixonada por tudo o que elas podem nos proporcionar. Na minha adolescência me divertia nas salas de bate-papo, adorava conhecer pessoas, conversar com elas, saber dos lugares onde viviam, das coisas que faziam, foi nessa época que virei Oddara. Quando entrávamos nas salas para conversar precisávamos de um nick, um apelido, me veio logo na mente a música de Caetano "Deixa eu dançar pro meu corpo ficar odara. Minha cara, minha cuca ficar odara..." e desde então sou Oddara. Na internet conheci pessoas maravilhosas, outras nem tanto, escrevi o que quis, as vezes li o que não quis, e assim fui vivendo, dentro e fora da rede, até que em 2010 conheci aquele que agora vem a ser meu marido e pai de meus filhos. Pois é, gosto mesmo das redes sociais e as uso bastante, mas também gosto de bater um papo, de me fazer presente na vida dos outros e de tê-los presentes na minha. Enfim, gosto de gente, virtual ou presencialmente, gosto de conversar, de falar (até demais...rsrsrs), de ouvir, de ler histórias e de contá-las, por isso resolvi criar este blog, sem grandes expectativas ou pretensões, só pra interagir, só com as teclas do computador ou talvez, quem sabe, com você que está lendo este texto agora. Seja bem vinda, seja bem vindo ao meu mundo, sigamos juntos pra gente ficar odara.

O dia em que me calei pra cuidar de mim.

Tem dias que não é fácil e hoje foi um deles. Não sei se é TPM, cansaço dos dias com a filha no hospital, a loucura de trabalhos na universi...